Autolesão Não Suicida e Contexto Escolar: Interfaces com Flexibilidade Psicológica e a Teoria das Molduras Relacionais
Resumo
O ensaio argumenta que a autolesão não suicida (ANS) na adolescência pode ser compreendida, à luz da Teoria das Molduras Relacionais e da Flexibilidade Psicológica, como resposta aprendida ao sofrimento emocional, e não como manifestação de psicopatologia individual. O sofrimento psíquico adolescente é constitutivamente relacional e contextual, o que implica deslocar o olhar do diagnóstico para os processos de significação mediados pela linguagem. Propõem-se estratégias interdisciplinares ancoradas na BNCC, como rodas de diálogo, escrita reflexiva, atividades artísticas e projetos coletivos, defendendo a escola como espaço estratégico para a prevenção da ANS e o desenvolvimento da regulação emocional.
PALAVRAS-CHAVE: Adolescentes. Comportamento autolesivo. Saúde mental escolar. Teoria das Molduras Relacionais. Flexibilidade psicológica.