MUDANÇAS NO USO DA TERRA E GOVERNANÇA AMBIENTAL: SEUS EFEITOS SOBRE DESASTRES CLIMÁTICOS MUNICIPAIS

Autores

Resumo

Esta investigação teve por objetivo analisar como fatores quantitativos relacionados às mudanças no uso e cobertura da terra, e ainda, fatores qualitativos relacionados à governança ambiental podem contribuir para a mitigação dos efeitos das ocorrências de desastres decorrentes de extremos climáticos em nível municipal. Para tanto, foi utilizada uma amostra de pesquisa formada com base nos dados do Atlas Digital de Desastres no Brasil e do Índice Mineiro de Responsabilidade Social da Fundação João Pinheiro, e ainda, procedimentos analíticos baseados em técnicas de aproximação polinomial, estatísticas descritivas, teste U de Mann-Whitney para amostras independentes e teste qui-quadrado para avaliação da associação entre duas ou mais variáveis, aplicados aos dados dos desastres decorrentes de eventos climáticos extremos ocorridos no Brasil, e suas consequências para os cidadãos afetados (mortos, feridos, enfermos, desabrigados, desalojados e desaparecidos), ao longo dos anos 2000-2022. Entre outros resultados, esta investigação permitiu confirmar as tendências de elevação na frequência de ocorrência e na intensidade dos desastres decorrentes de eventos climáticos extremos, tanto em nível nacional quanto estadual. Também ficou evidenciado que os municípios com maiores percentuais de área coberta com florestas plantadas e flora natural, e menores percentuais de área coberta com infraestrutura urbana e à agropecuária são menos susceptíveis às consequências dos desastres causados por eventos climáticos extremos. Por outro lado, a existência de órgãos colegiados destinados à governança e segurança ambiental mostrou-se indiferente em relação às consequências decorrentes de desastres causados por eventos climáticos extremos, segundo a amostra desta pesquisa.

Biografia do Autor

Carlos Roberto Souza Carmo, Universidade Federal de Uberlândia

Doutor em Agronomia com ênfase em Energia na Agricultura pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) (2020). Mestre em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (2008). Especialização em Inteligência Artificial e Redes Neurais (2025), Ciência de Dados e Big Data Analytics (2024), Data Mining (2024) e Análise e Desenvolvimento de Sistemas em Python (2023). Bacharel em Ciências Contábeis (1999). Professor da Faculdade de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Uberlândia (FACIC-UFU). e-mail: carlosjj2004@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3806-9228.

Murilo Miceno Frigo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul

https://lattes.cnpq.br/6961228369204721

https://orcid.org/0000-0002-2499-7592

murilo.frigo@ifms.edu.br

Fernando de Lima Caneppele, Universidade de São Paulo

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Publicado

27/03/2026